quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Beata Alexandrina Maria da Costa (Parte III)



Ao olhar para ela, vemos claramente espelhado o seu lema de vida: AMAR, SOFRER, REPARAR. Numa carta ao Pe. Mariano Pinho, primeiro Diretor espiritual, revela o que ouve de Jesus:
“É pouco, porque não posso, mas queria-lhe pedir explicação destas palavras que lhe vou dizer, porque não me lembrei quando me perguntava o que N. S. (Nosso Senhor) me dizia. Muitas vezes me lembro de dizer assim:
'Ó meu Jesus, que quereis que eu faça?' e, sempre que digo isto, não ouço senão estas palavras:
'Sofrer, amar e reparar'. Creio que me entende.”
Alexandrina dá-nos agora a conhecer como amava o projeto de Deus para si:
“Deu-me Nosso Senhor a pérola mais preciosa, a riqueza maior que me podia dar neste mundo. Como é feliz quem sofre com Jesus! [...] Sofrer por amor! Sim, por amor, porque conheço que amo a Nosso Senhor no meio do sofrimento. Muito sofro, mas muito mais quero sofrer, amar, reparar.”
“O tudo desceu ao nada. A grandeza desceu à pobreza. O amor desceu à frieza, à tibieza, à miséria, à indignidade. Que grande amor é Jesus. Desceste do mais alto ao mais baixo. Jesus, dai-me fogo, dai-me amor; amor que me queime, amor que me mate. Eu quero viver e morrer de amor. Jesus, seja o Vosso Divino amor a minha vida! Seja ele, e só ele, a minha morte! Jesus, eu quero amar-Vos, amar-Vos até à loucura, amar-Vos até morrer de amor. Jesus, quero ser a predileta, a loucura do Vosso amor, perder-me na imensidade do Vosso amor.”
Alexandrina oferece-se continuamente como vítima de reparação. Sua grande mensagem é a sua vida eucarística. Desde criança que sente uma especial união com Jesus Eucaristia. Será o centro de toda a sua vida e espiritualidade. Será a vítima e a mensageira da Eucaristia. Alegra-se em receber Jesus na doença.Um sacerdote levava-lhe a Sagrada Comunhão diariamente, mas, a partir de 1933, o Pe. Leopoldino, pároco de Balasar, fazia-o com menos frequência. Mais tarde, voltaria a receber diariamente a Sagrada Comunhão.Quando se via privada de receber Jesus diariamente, ficava muito triste. Ela participou verdadeiramente, no seu corpo e no seu espírito, na Paixão de Jesus. Jesus foi preparando-a para esta grande co-redenção e esta vivência mística, embora fosse evoluindo, esteve presente em sua vida até à sua morte. Viveu, desde o dia 27 de março de 1942, mais de treze anos em jejum e anúria. O seu alimento foi exclusivamente a Eucaristia.

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