quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Coração Alegre - VIRTUDES DE DOM BOSCO


Alegria do coração que ama muito o Senhor

                  Um coração alegre e cheio de esperança foi o que Dom Bosco nos deixou como legado, sua vida foi uma entrega total por amor a Jesus, por isso um testemunho credível para a juventude. São Francisco de Sales dizia que “o demônio tem medo de pessoas alegres”, pode se dizer que essa foi uma das inspirações de Dom Bosco que, desde sua infância até no oratório, mostrou com gestos concretos o valor da alegria e afirmou com a vida como o demônio se afasta de pessoas felizes, alegres.
                  João em sua juventude buscou de todo o coração a felicidade para si e para os outros. O saltimbanco, com acrobacias e brincadeiras improvisadas ajudou os seus amigos a estarem alegres e com pensamentos bons. Na “Sociedade da Alegria” que fundou no ano de 1832, junto com os jovens Clérigos (seminaristas), mantinha longe todas as tristezas. Eis o grande remédio “Fiquem sempre todos alegrem”; “Sirvam ao Senhor com alegria”; “vivam o mais possível alegres, para não cometer pecado” (Dom Bosco).
No Oratório vemos Domingo Sávio perguntar para Dom Bosco o que fazer para ser santo e o bom pai diz: “afável, sempre sereno e alegre, coloca grande empenho nos deveres de estudante e no serviço aos colegas, de todas as formas, ensinando-lhes o Catecismo, assistindo aos doentes, pacificando as brigas”. Domingo Sávio vivenciou tão fortemente essa virtude que ajudava aqueles que eram novos dizendo em que consistia a verdadeira santidade: em estarem sempre muitos alegres.
                  Hoje somos convidados e vivenciar essa virtude da alegria que permeou toda a vida de Dom Bosco e de todos que estavam com ele, devemos dar continuidade a este espírito como boas filhas e filhos e, assim, sermos sinais visíveis desse grande amor expressado na alegria do cotidiano.
 Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! (Fl 4, 4) #AlegriaDeSerSalesiana    
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Aline Leite 
Noviça Salesiana    

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dom Bosco educador amigo - VIRTUDES DE DOM BOSCO

Dom Bosco educador: amigo

Dom Bosco educador era amigo dos jovens, dos educandos.!
Segundo Aristóteles, a amizade é uma virtude, talvez a mais necessária, já que os bens que a vida oferece não podem ser conservados nem usados sem os amigos. Assim também é a educação: talvez uma das coisas mais necessárias à vida, já que um homem educado é livre, autônomo, capaz de obter todo o resto necessário para viver bem e feliz. Assim o era também Dom Bosco: virtuoso na educação.
O filósofo diz ainda que a amizade pode ser fundada na utilidade ou no prazer, podendo acabar. Porém, a amizade fundada no bem é a mais estável e firme, portanto a verdadeira. Assim também é a educação: deve ser fundada no bem, e não na atitude egocêntrica de quem espera algum retorno. O bem do educando deve ser a motivação suficiente para mover o educador aos mais variados esforços, ao uso da mais densa criatividade. Assim o era também Dom Bosco, empenhado pelo bem do jovem, sem fazer juízos e sem esperar nada em troca. Era verdadeiro.
O Estagirita também considera a amizade como uma comunidade ou participação solidária de várias pessoas em atitudes, valores ou bens determinados, o que representa bem a comunidade educativa: várias pessoas empenhadas em transparecer valores por meio de conteúdos e atitudes. Assim era Dom Bosco. Assim ele reuniu mais educadores com o mesmo sonho, as mesmas atitudes, a mesma missão. Era participativo, solidário.
Por fim, Aristóteles afirma que a amizade não se identifica com o amor, que pode ser limitado e condicionado pelo prazer da beleza e pode ser seletivo. A amizade é um hábito, uma disposição ativa e compromissiva da pessoa, assim como deve ser a educação: um hábito, uma disposição, uma cultura de compromisso dos educadores para com o bem do educando. E assim o era também Dom Bosco: comprometido.
Dom Bosco educador: virtuoso, verdadeiro, participativo, solidário, comprometido... enfim, amigo!




Por:
Fabiano Carvalho de Oliveira, SDB.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A atenção - VIRTUDES DE DOM BOSCO

A atenção 


Estava eu a refletir sobre qual aspecto partilhar da vida de Dom Bosco, meu bom Pai. E me deparei com a situação de que quase sempre, quando queremos fazer menção a uma qualidade de uma pessoa que nos desperta sinais marcantes, começamos a expressar com um típico “... me chama atenção...” e daí desenvolve o desenrolar da história. Diante do pedido que me foi feito em partilhar sobre uma virtude de Dom Bosco pensei: porque não falar da própria atenção? Elemento esse tão presente na pessoa de Dom Bosco e tão preciso e necessário em nossos dias.
Não precisa estudar profundamente para comprovar que a educação que João Bosco recebeu no seio familiar, era nutrida de valores. Marcados por coisas básicas, do cotidiano rural e pobre, e ausente da figura paterna, ao mesmo tempo sua mãe Margarida assumia o papel de ser sua mestra e orientadora, que fazia questão de frisar pequenos conselhos, que visavam instruir para a vida. E hoje, comprovamos a sua eficácia e como ficaram impressos naquele pequeno coração.
Com o passar dos tempos, as sementes foram se consolidando e os sonhos tornaram realidade. O padre João Bosco (descreve alguns autores) destacava-se por sua cordialidade com todos. Sejam eles pobres ou ricos, simples ou sofisticados, barões ou lavradores, todos eram recebidos com a mesma cordialidade e respeito. E ao trabalhar com a juventude, se preocupava com a saúde (de alma e corpo), com a felicidade e o futuro de cada um. E a resposta disso, era os meninos que constantemente acorriam ao seu encontro, como ponto referencial de um pai e orientador.
Na sua audaciosa missão, estava sempre disposto a ter uma palavra fraterna para aquele jovem que considerava ser seu amigo individualmente, mesmo se isso tivesse que lhe custar horas debruçado sobre papel e tinteiro madrugada a fora, não importando a distancia quilométrica que seu escrito iria passar. Numa época marcada por revoluções e discriminações de todo gênero, não deixava de se fazer presente para ajudar os que a ele recorriam, aconselhando e orientando, sejam eles maltrapilhos das ruas de Turim, ou meninas (que representavam na época ameaça ao seu estado eclesiástico).
Nos dias de hoje, nos trabalhos que desenvolvemos, essa “atenção” torna-se não somente necessária, mas sinal apostólico de salvação. Porque necessária? Num contexto tão plural, em que a todo o momento somos bombardeados por avanços e inovações da modernidade que por vezes favorecem as relações de superficialidade, podemos ofuscar em nós essa tão cara dimensão da atenção. Virtude essa tão necessária para conosco mesmos, com a realidade, e com o outro que esta ao nosso lado. Pois talvez seja a única coisa que nós e o outro naquele momento precise... Ser tratado como único e como destinatário da nossa atenção. Fazendo assim, não seremos somente amantes de Dom Bosco, mas encarnaremos a missão do Salvador sendo sua imagem.

E para terminar essa conversa, finalizo como o nosso pai costumava dizer: “sempre amigos?” De minha parte já o respondo: que o sejamos sempre!






Paulo Henrique, Salesiano.
Hoje pós-noviço em Recife, PE.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Multiforme em virtudes - VIRTUDES DE DOM BOSCO

Multiforme Dom Bosco


            Deus, na sua admirável Providência, deu a Dom Bosco um coração grande como as areias do mar e o fez Pai e Mestre de uma multidão de jovens”(C.fma, 2).

           
            Sê preciso destacar em Dom Bosco qualidades, isto é tarefa fácil! Por benevolência divina e por tamanho empenho pessoal, é ele homem multiforme em virtudes. Primeiramente, o pequeno João, desde início foi um “apaixonado pela vida”. Buscou viver bem, estando sempre alegre: em comunhão com seus amigos, preocupava-se com eles, do mais simples ao mais essencial. Divertia-os com histórias, mágica e jogos; preenchia-os de Deus, com palavras piedosas recolhidas do último sermão ou dos conselhos de sua mãe. Na família, vivia atento a tudo e a todos. Havia, desencontros, sim - sobretudo, com seu irmão mais velho; mas, nada que o impedira de ali prestar sua ajuda na casa e no campo, aplicar-se no quanto possível as leituras e ocupar-se do discernimento de sua vocação. A dizer, o pequeno Bosco, vivia como em uma aventura: a vida! “Presente de Deus” que deve ser vivido de tal maneira que seja um “presente nosso – antes a nós mesmos, aos que estão conosco – e a Deus”. 
            
              Dom Bosco foi ainda um “homem de opção”. Já pequeno, fez opção em educar seus amigos: não só com eles brincar, mas deixar a eles o seu melhor. Fez opção em viver para Deus: ser padre e “um padre diferente”, próximo às pessoas, acessível aos necessitados. Sua opção pelo sacerdócio foi escolha forte, que o encaminhou a assumir muitas provas. Bosco teve de se aplicar aos estudos e a inúmeros trabalhos para alcançar seu sonho. No sacerdócio, uma nova opção: não às facilidades de preceptor de família, não às honrarias da Cúria; mas, a guia de sua mãe: “ser padre é começar a sofrer”. Dom Bosco, fez opção pelo jovens; de modo, a gastar-se por eles todos os seus dias. Por eles “trabalhou, estudou e mesmo deu a vida”.

            Dom Bosco foi “homem da entrega. Confiante e esperançoso em Deus, sua meta foi uma só: “tudo para a maior glória de Deus e o bem das pessoas”. E pouco era preciso a ele: “basta que sejas jovem para que eu vos ame”. Dom Bosco cultivou ainda a fé nas pessoas: “todo jovem é bom e acessível ao bem”. E era este seu bem maior: “dê-me as pessoas, ficai com todo mais”.
            “Apaixonado pela vida”; “homem de opção”; e, “homem da entrega”. Multiforme segundo a vontade de Deus. 






Por Magno Fonzar Albuquerque, SDB. 


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Santo do Amor - VIRTUDES DE DOM BOSCO

Santo do Amor
Se tiver uma expressão que define toda missão de São João Bosco é o Amor. 
Toda vez que olhamos para a vida deste santo, observamos que em tudo o Amor se fez presente. Um homem que tinha uma ligação intensa com Deus e com sua fé inabalável sempre procurou viver esse amor de forma tão concreta e presente na vida dos jovens. Jovens, esse o qual dedicou inteiramente toda a sua vida com todo amor e carinho que dispunha.
Dom Bosco era amado por esses jovens e dizia a quatro ventos: “com a bondade e o amor, eu procuro ganhar estes meus amigos para o Senhor”. Para dar um pouco de conforto a esses, Dom Bosco abnegou seu pouco dinheiro, seu tempo e, também, sua saúde. Um homem simples, porem cheio do Espírito Santo, sabia como ninguém, entender o coração dos jovens, respeitá-los e orientá-los. Seu maior dom foi amá-los e incentivá-los a uma vida digna e santa. Soube como ninguém partilhar em tudo a vida dos jovens.
E nós jovens quando olhamos para a figura deste santo só nos vem em mente a figura do Bom Pastor, aquele que dá a vida pelas suas ovelhas. Um homem que lutou ate o fim pela salvação das almas. Um santo do qual a juventude tanto amada por ele deve cada vez mais espelhar-se, para assim construir uma vida de santidade, onde reine o amor e a alegria.
Dom Bosco é pai porque soube estar presente na vida da juventude, é mestre porque em nada deixou de conduzir seus filhos ao encontro de Deus. Por isso que a Igreja reza: "Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai".
"Aos nove anos, Nossa Senhora me disse: A seu tempo tudo compreenderás. Agora lançando um olhar para minha vida passada, parece-me de fato compreender, compreender tudo... Valia a pena fazer tatos sacrifícios, tanto trabalho pelas almas dos jovens..." deixou-nos numa madrugada do dia 31 de janeiro de 1888, e aos salesianos que velavam em redor de seu leito murmurou: "Façamos o bem a todos, o mal a ninguém!... Digam aos meus meninos que os espero a todos no céu".
Dom Bosco foi homem santo. Santo dos jovens. Santo do amor. Sabia que o amor ao próximo é importante para uma vida dedicada a Deus.
Que a juventude possa cada vez mais assumir, com veemência, a verdadeira responsabilidade de ter e sentir o amor ao próximo, a exemplo do santo da juventude.

 
Demmes Almeida  
Secretário Conselho Nacional da AJS



*Fonte Biografia de São João Bosco e memórias do Oratório de São Francisco Sales

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Santidade em Alegria - VIRTUDES DE DOM BOSCO




"Virtude da Santidade em Alegria".



Conheci São João Bosco e meu amigo São Domingos Sávio quando com 7 anos de idade, foi quando entrei no Colégio Salesiano Instituto São José em São José dos Campos - SP. Minha mãe me consagrou a Dom Bosco nesse mesmo ano e por isso me considero um jovem salesiano. Vi desde pequeno o amor que Dom Bosco tinha pelos jovens e também vi o sonho que Domingos Sávio tinha, foi onde descobri a virtude da santidade em alegria.
Dom Bosco disse a Domingos que ser santo é fácil, que o segredo da santidade é estar sempre alegre e sempre fazer bem as coisas, senti que Dom Bosco também falava comigo e decidi então desde pequenino seguir os passos de ambos, ser santo.
Viver a verdadeira alegria no caminho da santidade para o céu em especial na juventude, é isso que os jovens precisam conhecer e viver, foi o que aprendi conhecendo os Salesianos, amar a Sagrada Eucarístia, andar junto com Maria Auxiliadora, e ver nos jovens a presença de um infinito amor que precisa ser amado, ter uma gota de mel a mais para dar-se inteiramente a Jesus.
E é essa alegria que fez com que  Domingos Sávio, Miguel Rua, Laura Vicuña, Alberto Marveli, Alexandrina de Balasar e tantos outros conheceram em Deus, através dos Salesianos, a nossa primeira vocação que é ser santo.


Veja, o segredo da santidade é viver verdadeiramente na alegria, ser jovem é alegria e ser santo é estar sempre alegre, logo ser santo igual a ser jovem. Temos aí uma das mais belas combinações que Deus fez.
Agradeço a Deus por ter conhecido a Santidade na Família Salesiana. E a virtude da santidade em alegria não é apenas de Dom Bosco ou que só os salesianos podem viver, mas sim todas as pessoas podem ter essa virtude. Hoje sigo esses passos sendo um  Ex-aluno Salesiano e Vocacionado Salesiano. Temos como vida ajudar aos jovens de hoje a viverem a verdadeira alegria e irem para céu, é isso que Dom Bosco fazia.
Seguimos Jesus junto com Maria Auxiliadora e São João Bosco.
Sejamos Santos, Jovens Santos."



Paulo Sérgio da Silva Filho, 

jovem da Paróquia Espírito Santo de São José dos Campos - SP.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Homem de profunda união com Deus - Virtudes de Dom Bosco




Dom Bosco: homem de profunda união com Deus
 
O meu encontro com Dom Bosco marcou profundamente minha história vocacional, foi uma paixão à primeira vista, que me levou a conhecê-lo e amá-lo intensamente. O seu olhar fascinou meu coração e o seu amor de pai preencheu minha alma. E a partir desse encontro, deixei tudo para abraçar o seu projeto apostólico de ser na Igreja sinal e portador do amor de Deus aos jovens, especialmente aos mais pobres. Por graça de Deus me fiz salesiano para gastar minha vida pela salvação da juventude, motivado pela atitude do Bom Pastor que exalava do coração apaixonado de Dom Bosco.
Durante esses anos de formação na Congregação Salesiana aprofundando no conhecimento de Dom Bosco, a respeito de sua história, carisma e espiritualidade.  Sinto-me atraído pela sua vida interior, pois, era um homem voltado para o céu, mas enraizado na realidade dos jovens. Dom Bosco me ensina a encontrar Deus nas coisas ordinárias da vida e a viver na sua presença. Era um grande mestre de vida espiritual, seu amor envolvia a todos e seu exemplo de vida arrastou multidões. Na minha vivência espiritual tenho muito presente a figura de Dom Bosco como pai que me indica o caminho do céu e que é possível ser santo nos dias hoje.
O que mais deslumbra-me na vida interior de Dom Bosco é a sua fé plena na providência divina, pois, viver de fé significa abandonar-se com confiança alegre no Deus que se revelou em Jesus Cristo, a ponto de viver as situações de modo salvífico, ou seja, acolher todas as circunstâncias da história, permitindo que Deus manifeste nela a sua ação salvadora, portanto, a fé é a raiz profunda de sua vida espiritual, do seu diálogo com Deus, da sua operosidade de apóstolo. Não há dúvidas de que, em Dom Bosco, a santidade refulge em suas obras, mas é certamente verdade que as obras são apenas uma expressão da sua fé. Portanto, ao lado de uma intensa atividade pastoral, Dom Bosco era “profundamente homem de Deus, cheio dos dons do Espírito Santo, vivia como se visse o invisível” (Const. 21).    
Todos nós cristãos somos convidados à “união com Deus” que é viver a própria vida em Deus e na sua presença. Dom Bosco dá força evangélica à própria vivência, faz da transmissão da fé em Deus a razão da própria vida, segundo a lógica das virtudes teologais: com a fé, que é sinal fascinante para os jovens, com a esperança, que se torna palavra luminosa para eles, com a caridade, que se faz gesto de amor pelos mais pobres.
 Ter encontrado Dom Bosco foi à coisa melhor que poderia acontecer em minha vida. Sou muito feliz por ser salesiano de Dom Bosco e louvo a Deus pelo dom da vocação salesiana. Vale apena seguir Jesus nos passos de Dom Bosco. Expresso todo meu amor e gratidão ao nosso pai e fundador que celebramos o seu aniversário natalício em 16 de agosto. E que Maria Auxiliadora, cuja, Dom Bosco era devoto e apaixonado, interceda por nós junto a Deus. Viva Dom Bosco, Pai e Mestre da Juventude!

“Dom Bosco jovem, teu nome é uma canção.
Dom Bosco jovem, te amamos de coração”.



Marcelo Manoel, SDB
Estudante de Teologia

São Paulo.